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De grupo informal a clube estruturado

Regularizar um grupo não é “burocracia”: é proteger pessoas, dar continuidade ao projeto e abrir portas para eventos, parcerias, patrocínios e reconhecimento. Esta página mostra o porquê e o caminho prático.

Continuidade Proteção institucional Parcerias Transparência Crescimento

Por que formalizar

Visão de longo prazo

Benefícios para o grupo e liderança

1) Continuidade e governança
O clube deixa de depender de uma pessoa. Estatuto e regras mantêm o projeto vivo mesmo com troca de liderança.
2) Proteção institucional
Organizar responsabilidade, registros e regras reduz riscos e conflitos — especialmente em esportes aquáticos.
3) Capacidade de firmar parcerias
Com CNPJ e diretoria, fica viável negociar com parques, escolas, universidades, piscinas e prefeituras.
4) Acesso a eventos e rede
A filiação federativa e a regularidade documental facilitam participação em calendários, cursos e intercâmbios.
Formalizar é transformar o “grupo do WhatsApp” em uma organização com reputação e lastro.

Benefícios para atletas e famílias

Segurança e previsibilidade
Procedimentos, presença, controle de documentos e protocolos de treino.
Transparência financeira
Regras de contribuição, registro de pagamentos e prestação de contas.
Identidade e pertencimento
Camisa, calendário, metas, cultura e espírito esportivo.
Caminho para competir
Elegibilidade e organização para participar de eventos sob regras reconhecidas.
Em esporte, “crescer rápido” sem estrutura costuma gerar conflitos. Estrutura é o que permite crescer com segurança.

Caminho prático para formalização

Roteiro sugerido
Etapa 1
Organizar
Defina uma liderança provisória, regras mínimas e lista de membros. Escreva o “mínimo viável” do clube: modalidade(s), local de treino, rotinas e normas de segurança.
  • Nome do grupo e missão
  • Critérios de entrada
  • Regras de segurança (apneia, presença, conduta)
  • Canal oficial (e-mail / número)
Etapa 2
Formalizar
Produza um estatuto e realize uma assembleia de fundação com ata e eleição da diretoria. Em seguida, registre e solicite CNPJ para existir formalmente.
  • Estatuto + Ata de Fundação
  • Eleição de diretoria
  • Registro em cartório (associação)
  • CNPJ (Receita Federal)
Etapa 3
Federar
Com o clube estruturado, a filiação à federação ajuda a alinhar padrões e abrir portas: eventos, cursos, reconhecimento e integração com a rede CBES/CMAS.
  • Cadastro do clube
  • Cadastro de atletas
  • Documentação e conformidade
  • Calendário esportivo

O que a FESARJ pode apoiar

  • Modelo de estatuto esportivo e checklist de fundação
  • Orientação sobre segurança, documentos e critérios mínimos
  • Apoio para integrar atletas e grupos em um calendário
  • Conexão com a rede e boas práticas (CBES/CMAS)
Dica de liderança
Formalizar dá trabalho — mas o trabalho é finito. Já a ausência de estrutura gera problemas recorrentes.

Requisitos, despesas e conformidade

Transparência

Requisitos organizacionais

Estatuto e regras esportivas
Definir finalidade, direitos/deveres, diretoria, assembleias, finanças e disciplina. Também estabelecer regras de segurança e conduta (especialmente em apneia).
Registro de membros e presença
Controle básico de atletas, frequência e documentação (atestado, filiação, etc.).
Gestão financeira e prestação de contas
Regras de contribuição, recibos e transparência interna. Isso protege a liderança e o grupo.
LGPD e cuidado com documentos
O clube deve definir quem acessa dados, por quanto tempo, e registrar acessos em processos sensíveis.
Se o clube coleta documentos (foto, atestado, endereço), precisa ter regras de acesso e retenção.

Despesas típicas (para planejar)

1) Cartório e documentação
Custos de registro de associação e reconhecimento de documentos (varia por local e volume).
2) Contabilidade (se necessário)
Alguns clubes optam por contador para manter organização e cumprir obrigações com tranquilidade.
3) Infraestrutura mínima
Treino (locação/agenda), equipamentos, manutenção e reposição (toucas, bolas, cestos, etc.).
4) Seguro / primeiros socorros
Não é obrigatório em todos os casos, mas é uma boa prática de governança em ambientes aquáticos.
5) Regras e leis: o que observar
Estatuto, assembleias, transparência interna e tratamento de dados (LGPD). Quando houver eventos, observe também regras do local (piscina/parque) e requisitos médicos e de segurança.

Checklist resumido

  • Nome, missão, modalidades e calendário
  • Regras de segurança (apneia) e conduta
  • Estatuto + ata + diretoria
  • CNPJ e conta bancária
  • Cadastro de atletas e presença
  • Prestação de contas e recibos
  • Política de documentos (LGPD)
  • Filiação à FESARJ (quando elegível)
Objetivo: tornar o clube “auditável” e confiável — para atletas, famílias, parques e parceiros.

Pronto para dar o próximo passo?

Se você lidera um grupo informal, comece pelo “mínimo viável” (organização e segurança) e evolua para estatuto e CNPJ. A FESARJ apoia iniciativas que valorizem segurança, espírito esportivo e transparência.

Nota: esta é uma orientação geral. Para decisões formais/contábeis, considere apoio jurídico/contábil conforme a realidade do clube.